segunda-feira, 20 de março de 2017

História do cavalo Garrano

Presença milenar em Portugal, o cavalo Garrano constitui um elemento
integrante do alto das serras e baldios e da paisagem humanizada do Minho.
A descoberta, em 1867, dos vestígios do Eohippus - o mais antigo antepassado directo do cavalo actual, com 65 milhões de anos - permitiu traçar uma história evolutiva directa até aos primeiros exemplares Equus caballus aparecidos há cerca de 1 milhão de anos.
Durante o Paleolítico médio a vida pré-histórica foi profundamente alterada pelo arrefecimento provocado pela ocorrência de glaciações. Nomeadamente durante a última glaciação (Würm), a fauna então existente foi compelida a migrações diversas.
Algumas espécies animais acompanharam o avanço e recuo dos gelos no continente europeu, como as renas. Os poneys do Norte da Europa seriam originários de equídeos que também acompanharam esta dinâmica populacional.
Outros equídeos encaminharam-se para o Sul da Europa, em busca de um clima mais benigno.
Estes fenómenos de modelação geográfica apenas abrangeram zonas reduzidas no território que é hoje Portugal. No território espanhol houve pequenas glaciações locais, nas cordilheira cantábrica e nas montanhas asturo-leonesas. Assim, foi possível que um grupo de equinos se tivesse radicado na Península Ibérica.
É deste núcleo que descende o actual cavalo Garrano.
O Garrano é, portanto, um cavalo autóctone peninsular desde o período Quaternário.
A arte paleolítica deixou vários testemunhos da presença dos Garranos na Península desde o Paleolítico superior, com destaque para a arte magdalenense pela sua extensa representação e realismo. Nas belas pinturas e gravuras das grutas de La Pasiega e de Altamira (Santander, Espanha), datadas de 20.000 a.C., os cavalos aparecem representados como pouco corpulentos, com as extremidades curtas, pelagem grossa e perfil da cabeça recto ou côncavo, num retrato fiel dos Garranos dos nossos dias.



Fig.1



segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Cavalo Sorraia


  • Os Cavalos do Sorraia são os últimos descendentes do cavalo selvagem do sul da Península Ibérica que, aparentemente, sobreviveram no então inacessível vale do rio Sorraia em Portugal. O  português Dr. Ruy d'Andrade descobriu em 1920, enquanto caçava, a última manada existente desta raça, tornando-se o responsável pela sua preservação. Chamou-os de "Sorraia", por causa do Rio Sorraia, local onde os descobriu. Admite-se que no passado em Portugal, estes cavalos selvagens tenham sido conhecidos por "zebro" ou mesmo "zebra".
  • Os Cavalos do Sorraia medem aproximadamente entre 1,40 m e 1,48 m na cernelha e são sempre de coloração baía ou rato. Quando domados, podem-se tornar nuns obedientes animais de sela. Atualmente existem aproximadamente 200 cabeças, encontrando-se a maior parte em Portugal, embora a Alemanha também detenha um bom número. Nos dias de hoje, esta espécie já não vive em regime selvagem, mas é criada de maneira natural pela família d'Andrade. Contudo, os que pertencem à Coudelaria Nacional são normalmente mantidos em estábulos e tratados como se fossem apenas mais uma criação de cavalos.


Fig1

Cavalo Lusitano

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 fig.1

  • O puro-sangue Lusitano é um cavalo de raça de cavalos com origem Portugal. É o cavalo de sela mais antigo do Mundo, sendo montado aproximadamente há mais de cinco mil anos. Os antepassados são comuns às raças Sorraia e Árabe. Essas duas raças formam denominados cavalos ibéricos,que evoluíram a paratir de cavalos na Península Ibérica dos quais se supõe proceder por geração directamente o pequeno grupo de raça Sorraia ainda existente. Ao longo dos séculos, sofreu um seleção para caça,combate, toureiro, arte equestre e tiro leve, dependendo da região onde foi criado e a utilização a que foi submetido.